APCDEC ENVIA OFÍCIO AO PRESIDENTE DO STJD

Ao Exmo. Sr.

RUBENS APPROBATO MACHADO

DIGNO PRESIDENTE DO STJD/RJ

Senhor Presidente,

A Associação Profissional dos Cronistas Desportivos do Estado do Ceará (APCDEC) diante de tudo que vem sendo dito do jogo entre o Fortaleza Esporte Clube e o Clube de Regatas Brasil, realizado em 17.09.2011, no Estádio Presidente Vargas, em Fortaleza/CE, não pode ficar silente, afinal não se fala de outra coisa na crônica esportiva local e nacional.

O que nos assusta enquanto cronistas, diarista do futebol, estudiosos do esporte bretão, é a forma leviana e cruel com a qual setores da imprensa vem, irresponsavelmente, tratando do caso. Por acaso não vivemos nós em um Estado Democrático de Direito? Não mais vigora no direito brasileiro o princípio da presunção de inocência? Restou revogado o axioma de que “o ônus da prova compete a quem alega”?

O Fortaleza Esporte Clube através de seus atletas ou dirigentes não agiu, em momento algum, durante o jogo de maneira contrária a ética desportiva, como querem fazer crer alguns. E não fazemos essa veemente afirmativa “por ouvir dizer” ou tendo por base “matérias” implantadas. O fazemos porque a APCDEC estava presente a partida em questão, e mais, em posição privilegiada, a borda do campo de jogo, como lhe assegura o RGC/CBF e o REC da Série C.

A todos os cronistas que estavam à borda do campo de jogo uma única impressão restou: o jogo foi limpo, dentro das normas do esporte; dentro da moralidade desportiva; sem qualquer violação de ordem ética. Sim. O jogo foi tenso,”catimbado”, com provocação mútuas entre atletas de ambas as equipes, mas não houve, em momento algum, qualquer atentado contra a moral ou a ética no desporto.

Não bastasse a presença maciça dos cronistas cearenses à borda do campo de jogo, a diretoria da APCDEC, dada a importância do jogo, se fez presente ao PV naquela tarde-noite. Nosso Vice-Presidente, Alano Maia; o Diretor Financeiro, Morais Filho; e o Presidente do Conselho Fiscal; Fran Nogueira estavam presentes e, desprovidos de cores clubísticas – até por que o signatário desta e Presidente Edilson Alves da APCDEC é simpatizante, torcedor, do Ceará Sporting Club – atestam, a uma voz só: o jogo foi limpo.

Isso posto, Senhor Presidente, a Associação Profissional dos Cronistas Desportivos do Estado do Ceará vem manifestar sua solidariedade, plena e irrestrita ao Fortaleza Esporte Clube, repudiando os abjetos ataques que vem vitimando o Tricolor-de-Aço-do-Pici, o que o faz, não por bairrismos ou por uma paixão clubística que não existe no caso concreto, mas sim, o faz, porque é dever da imprensa levantar a voz contra a injustiça, é dever de uma imprensa responsável e livre erguer a voz em favor dos inocentes.

Atenciosamente,

Fortaleza/CE, 26 de setembro de 2011.

Associação Profissional dos Cronistas Desportivos do Estado do Ceará

Edilson Alves

Presidente

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